No caso de se identificar alguma alteração durante o exame o médico poderá, através do endoscópio, retirar pequenos fragmentos para análise (biópsia), extrair pólipos (pequenos tumores benignos mas com potencial de transformação maligna), parar hemorragias (através da injecção de determinadas substâncias ou da aplicação de elásticos ou clips), extrair objectos engolidos inadvertidamente (ossos, espinhas, etc.) ou realizar outras técnicas, sempre no interesse da sua saúde.
O exame é realizado por um médico especialista e demora em média 5 minutos. Como qualquer técnica de diagnóstico ou tratamento, o médico poderá não conseguir atingir os objectivos desejados.
Trata-se de um exame geralmente indolor, cujo incómodo é apenas a náusea e por vezes o vómito. Para reduzir o desconforto provocado pelo exame, geralmente utilizamos um spray anestésico na garganta. Após o exame, deverá ficar 15 minutos sem comer ou beber, devido ao risco de se engasgar, pois a garganta está anestesiada. Passado esse tempo poderá comer e beber o que quiser e fazer a sua vida normal, salvo indicações médicas em contrário.
Avise o médico que lhe pediu o exame e os profissionais de saúde (médicos e enfermeiros) da unidade de endoscopia, das alergias ou doenças que tem. Deve trazer os medicamentos que está a tomar ou tomou nas últimas 2 semanas que precedem a realização da endoscopia.
A alternativa à endoscopia digestiva alta é o estudo baritado do esófago, estômago e duodeno (exame radiológico com contraste do esófago, estômago e duodeno) que é melhor tolerado e que tem menos complicações, mas que não é tão preciso porque não permite a visualização directa dos órgãos, nem permite a realização de biopsias ou outras técnicas como a extracção de pólipos ou a paragem de hemorragias.